ZAP CHAME registra aumento no numero de casos de violência doméstica

O serviço da Procuradoria Especial da Mulher funciona 24h por dia.




Os casos de violência doméstica contra a mulher aumentaram em Roraima no período da pandemia em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados do CHAME – Centro Humanitário de Apoio a Mulher, ligado a Procuradoria Espeecial da Mulher da Assembleia Legislativa alertam para o avanço dessa prática.

Segundo Lielma Tavares, coordenadora de atendimento do ZAP CHAME houve um aumento considerável nos atendimentos, comparados ao ano passado. Entre os meses de março até a primeira semana de agosto deste ano, foram mais de 400 atendimentos pelo ZAP CHAM. Já no período estendido até o dia 30 de setembro já foram realizados 544 atendimentos, dos quais 295 foram relacionados a violência doméstica. Em 2019, foram realizados 848 atendimentos presenciais no CHAME.

Foram relatados todos os tipos de violência, física, moral, patrimonial, psicológica, sexual e ameaças de morte. O ZAP CHAME atende também outros municípios como Amajari, Rorainópolis, Pacaraima, Bonfim e Normandia, além da capital Boa Vista.

Pessoas de estados como São Paulo, Bahia, Recife, Paraná, Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais, Fortaleza e Piauí também buscam ajuda pelo ZapChame, todos referentes a algum tipo de violência doméstica.

Em função da pandemia a instituição que recebia mulheres no prédio localizado na rua Coronel Pinto, nº 524, no Centro de Boa Vista, desde março passou a atender mulheres vítimas de violência exclusivamente por meio do ZapChame (98402-0502) durante o distanciamento social, necessário em função da pandemia da covid-19.

De acordo com a coordenadora, o atendimento no ZAP CHAME mesmo sendo virtual é um atendimento humanizado, começando pelo acolhimento a essa mulher, a escuta o tempo que ela quiser falar. “Depois de ouvi-las nós a orientamos para que ela faça a denúncia, falamos pra ela sobre os direitos, sobre a Lei Maria da Penha, identificamos e falamos pra ela quais as violências que ela está vivendo, falamos da DEAM, medidas protetivas e as consequências delas ao agressor”, disse.

Quando ela tem medo de denunciar a plantonista passa toda segurança, com paciência, empatia e conhecimentos das leis nas quais essa mulher se encaixa. O serviço recebe mensagens de todas as classes sociais, mas infelizmente o público maior ainda são as mulheres pobres, as mais vulneráveis.

Aquelas mulheres que ainda tem medo, vergonha ou não conhecem bem os seus direitos, sentem- se mais segura em procurar esse atendimento, e todas que relatam

estarem sofrendo algum tipo de violência são encorajadas a fazer a denúncia na delegacia da mulher ( DEAM)

A procuradora Especial da Mulher, deputada Lenir Rodrigues (Cidadania), enfatizou que mesmo a distância, o CHAME mantém a qualidade nos atendimentos. “No pós-pandemia faremos um novo planejamento para o CHAME e acreditamos que dentro das possibilidades, com os cuidados necessários e acrescentando mais esse atendimento virtual, é possível sim socorrermos as mulheres vítimas de violência familiar e aquelas mulheres vítimas de tráfico de pessoas por meio de instrumentos virtuais”.

Lenir Rodrigues salientou ainda que as mulheres que ainda tem medo, vergonha ou não conhecem bem os seus direitos, sentem-se mais segura em procurar esse atendimento, e todas que relatam estarem sofrendo algum tipo de violência são encorajadas a fazer a denúncia na delegacia da mulher (DEAM)

O CHAME foi criado em 2009 pela Resolução nº 001/10. Em mais de uma década de atuação no Estado, a instituição oferece à população atendimento preventivo, educacional e multidisciplinar, seja na capital e no interior. Essas ações são realizadas com apoio de parceiros que acreditam no trabalho do CHAME e colaboram com o intuito de reduzir os índices deste tipo de violência no Estado.

Com informações da SupCom ALE-RR.

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