Retrospectiva 2019 - As ações de Lenir Rodrigues que foram destaque na imprensa

Em agosto de 2019 a Procuradoria Especial da Mulher realizou ações para fortalecer aplicação da Lei Maria da Penha em Roraima.



No dia 7 de agosto a Lei Maria da Penha completa 13 anos, o que foi considerado um dos maiores avanços na luta contra a violência doméstica. Contudo, ainda há muito trabalho para garantir a aplicação dessa lei em Roraima, considerado um dos estados brasileiros mais violentos para as mulheres.

Pensando nisso, a Procuradoria Especial da Mulher, órgão da Assembleia Legislativa de Roraima, trabalha em diversas ações para fortalecer o enfrentamento da violência motivada por questões de gênero.

Na ocasião a procuradora especial da Mulher, Lenir Rodrigues (Cidadania), disse que sem o respaldo da lei ficaria mais difícil acompanhar um caso de violência doméstica e coibir este crime. Ela pontua que antes da legislação não havia um atendimento especializado para as vítimas.

A procuradora falou das ações desenvolvidas pelo Poder Legislativo que fortalecem a aplicação da lei, como por exemplo, o atendimento às vítimas por meio do Centro de Apoio Humanitário à Mulher (Chame), que presta atendimento psicológico, jurídico e assistência social para as mulheres que passam por essa situação. “O papel da procuradoria efetivamente é a prevenção contra estes crimes, e lutar junto com outros órgãos para fortalecer o trabalho em rede”, disse.

A parlamentar cita que o maior desafio para aplicação da Lei Maria da Penha é os homens entenderem que a violência contra a mulher é crime. “Com o passar do tempo percebemos que não basta ter palestras sobre violência doméstica para as mulheres, mas também para os homens. Não basta cessar a violência, na parte da separação ou divórcio do casal, mas também tratar o agressor. Porque o agressor nunca acha que está errado”, disse.

Por isso, a Procuradoria aposta no diálogo com os agressores, atendidos no Núcleo Reflexivo Reconstruir para repensarem o comportamento agressivo, como forma de interromper o ciclo de violência. Na unidade, uma vez por semana são realizados os encontros em grupo, com palestras e rodas de conversa. Lá, eles são instigados a refletirem sobre as questões de gênero e a Lei Maria da Penha.


Texto: Vanessa Brito

Foto: Alex Paiva

SupCom ALE-RR (adaptação Site Lenir Rodrigues)

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