COVID-19-Lenir Rodrigues solicita ao governo que faça desinfecção nas comunidades indígenas de RR

Povos indígenas podem ser mais suscetíveis a viroses e infecções respiratórias como a covid-19



O combate à COVID-19 virou uma emergência no mundo inteiro. Para o Conselho Indígena Missionário (2020), a pandemia ocasionada pela doença covid-19 pode ter consequências muito graves para os povos indígenas. Pensando nisso, a  deputada Estadual Lenir Rodrigues protocolou duas indicações na Assembleia Legislativa de Roraima. Uma para que o Governo do Estado distribua materiais de desinfecção, limpeza e higiene às comunidades indígenas e outra para distribuição urgente de testes rápidos de COVID-19 nas comunidades indígenas que tem casos confirmados da doença.

Segundo dados do Comitê Nacional pela vida e Memória Indígena do dia 07/06, já chegam a 24 o número de óbitos de indígenas decorrentes do novo Coronavírus em Roraima, e, de acordo com o boletim epidemiológico atualizado no dia 08 de maio de 2020, o Estado de Roraima tem um total de 6.057 casos confirmados para COVID-19 e 168 óbitos.

A própria Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) reconhece que os povos indígenas são mais vulneráveis a viroses, especialmente a infecções respiratórias como a covid-19.

“Higiene pessoal e isolamento fazem parte da linha de frente do controle da pandemia, com intuito de quebrar a cadeia de infecção, portanto, as indicações são de extrema importância e urgência para a distribuição de materiais para desinfecção, limpeza e higiene nas comunidades indígenas, já que há uma precariedade na falta de estrutura para atender as necessidades básicas das pessoas que ali vivem, como por exemplo escassez de água potável. Com essa situação de pandemia, ocorre uma desestruturação na organização e manutenção dos cuidados de saúde desses povos, trazendo consequências ainda mais graves”, conforme a deputada Lenir, autora do projeto.

A disseminação do vírus em nosso Estado vem crescendo de forma exponencial e os os testes somente são disponibilizados para casos considerados graves, enquanto isso as pessoas que não manifestaram a doença, tornam-se grande vetores e contribuem na disseminação de forma involuntária.



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